Bela Hanajima Missthica´s Tales


Sábado , 24 de Maio de 2008


Tarde demais.

"Eduardo tinha 15 anos, era loiro, tinha olhos azuis, era tdb, mas nunca teve, sequer, namorada! Ele era tudo o que as garotas do colégio dele queriam e mais um pouco, todas babavam por ele, mas ele, simplesmente não se sentia atraído por nenhuma delas.
Ele já ficou com as garotas mais bonitas do colégio, mas por pressão dos amigos que sempre diziam: "vai, cara, ela é uma gata! Muito gostosa, não vai perder essa chance, vai?", e ele ficava, porém não sentia absolutamente NADA! Ele não achava que algum problema com ele, pensava que não havia encontrado a pessoa certa apenas.
Mais um ano escolar recomeçara e todos seus amigos haviam mudado de escola, Eduardo estava "sozinho" no pátio (não sozinho realmente, mas com um monte de meninas a sua volta, apenas se sentia sozinho sem seus amigos) sentado no banco e pensando em como seria esse ano.
Pensava no ano que havia passado e em tudo o que vivera com seus amigos, principalmente com seu melhor amigo, Rafael. Rafael era divertido e fazia de tudo para que o melhor amigo ficasse feliz, mas os dois afastaram esse ano porque Rafael revelou uma coisa a Eduardo e ele fora um idiota.

flashback...
Eduardo estava em seu quarto quando alguém toca a campainha de casa, ele desceu para atender a porta, era Rafael:
- Du, tenho que te falar uma coisa, você é meu melhor amigo, tem que me ouvir.
- Claro, cara,
tu é meu amigão, conta comigo em tudo!!! Senta aí.
Os dois foram até a sala e se sentaram, um suspense terrível invadiu o ar, Eduardo notou uma lágrima escorrendo pelo rosto do amigo.
- O que hove, Fel?
- E.. eu.. eu sou gay..
- O quê? - Eduardo não acreditou no que acabara de ouvir. - Tá me
zoando?
- Não, cara!!! EU SOU GAY, cara, não sou chegado em mulher, sacou? Veado, frutinha, o que você quiser me chamar!
Eduardo se levantou e saiu dali, depois disso nunca mais se falaram

fim do flashback...

Essa cena não lhe saía mais da cabeça. Havia uma semana que acontecera isso e Eduardo estava cada dia mais culpado, que saudade de falar com Fel, que saudade de chorar no ombro do amigo, que saudade de ouvir o amigo falar besteira, que saudade...
Ele decidira ligar para Rafael quando chegasse em casa, passara o dia todo decidido a isso, chegando em casa, pegou o telefone e discara o número que já sabia de cor, demorou e alguém atendeu.
- Alô? - disse uma voz seca e baixa do outro lado da linha.
- Por favor, o Rafael está?
A pessoa do outro lado da linha soltou um suspiro e desligou na cara dele. Eduardo pensou que Rafael ainda estava com raiva dele e desligou, tentou de novo.
- Alô? - a mesma voz seca e baixa, mas agora havia uma coisa a mais nela, algo que Eduardo não identificara.
- Por favor, o Rafael está?
- Quem fala - a pessoa do outro lado já soluçava, Eduardo percebera que estava chorando.
- Eduardo. - disse - Queria falar com ele, me desculpar, eu...
Antes que pudesse dizer algo a voz do outro lado disse:
- Desculpe, querido, você nunca vai poder se desculpar, faz dois dias que ele faleceu. - começou a chorar e desligou de novo.
Eduardo não acreditou no que acabara de ouvir, seu mundo desabou, sentiu um peso enorme no peito, passou dias trancado no quarto até tomar coragem de visitar o túmulo do amigo, pensara em tudo o que acontecera, descobrira que o amigo entrara em depressão e se suicidara, e a culpa era de quem? Dele!
Chegando no túmulo, desabou em lágrimas, nem sequer conseguia ler os dizeres na lápide, todos esses dias trancados no quarto o fizeram refletir.
- Feeeeeeeeeeel!! - disse, ainda chorando - Não me deixe, vai! Por favor, amigo, não me deixe, agora eu vi, agora eu percebi! - ajoelhou no chão e deitou a cabeça sobre o túmulo. - Fel, eu te amo, EU TE AMO, RAFAEL, não me deixe, não me deixe aqui sozinho, fica comigo!! Por favor, não me deixeee! Fica junto de mim, por favor!!! eu te amo... Eu quero te abraçar e viver feliz contigo pra sempre... eu te amo, Fel! Eu te amo, eu te amo..."



Não aguentei depois da 1ª vez
Que eu te vi
E perguntei
Quem é você
Eu quero saber
Você pode me dizer

É como uma pergunta
Eu quero uma resposta
Será de mim que você gosta?
Será de mim..

Já é tarde demais pra correr atrás e me expressar.
É tanta coisa que eu queria te falar..
Pra te conquistar.. pra te conquistar.. pra te
conquistar.

Quando eu recebi a má noticia me deu vontade de
morrer
Sentimento estranho, frio na barriga, acho que me
apaixonei
Não acredito que voltei só por causa de você
Mesmo sem ter alguma chance de te ter, de te ter, de
te ter..

Já é tarde demais pra correr atrás e me expressar
É tanta coisa que eu queria te falar pra te conquistar.. pra te conquistar.. pra te conquistar...





História pro blorkutando.
Tomara que esteja boa. *-*
Algum erro, é só avisar! ^____^

Escrito por B. H. Missthica* às 09:03:56 PM
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Terça-feira , 20 de Maio de 2008


"Melissa era a princesa (no sentido literal da palavra) mais mimada que o mundo já vira. No dia em que perdera seu colar de pérolas preciosas, dizia que era a pessoa mais triste do mundo, seu pai sempre lhe dizia: "Mel, florzinha, você tem tudo o que quer, se quiser eu dar-lhe-ei outro colar mais bonito e precioso que esse.", ela sempre retrucava: "Nãããão! Quero meu colar, papai!!!", e começava a chorar.
Seu pai já não sabia mais o que fazer para fazer a menina parar de "buzinar" em seu ouvido, chegou ao ponto de dizer que faria o que ela quisesse. A menina gostou da idéia. "Papai, quero que todos do reino fiquem tristes e de luto pela minha perda". Depois de muita conversa ele acabou a concordar, a menina não dava o braço a torcer.
Então foi decretado que todas as pessoas do reino ficassem de luto e tristes quando a garota estiver por perto "para ela sentir-se a pessoa mais feliz do mundo", o pai dizia.
Estava indo tudo "muito bem", todos tristes até que a menina, sem avisar, saíra de cara e fora à rua para procurar o tal colar e vira duas crianças conversando e rindo. Daí ela acabou percebendo que todos fingiam e que, também, não adiantava ela proclamar que todos fossem os mais tristes ou mais felizes do mundo, eles fingem, mas não ser-o-ão. Seu pai sempre dizia para ela: "A sua felicidade é a felicidade de todos nós", então por que aquelas pessoas sorriam? Ela viu que não estava realmente triste, era um modo de chamar atenção, pois não tinha amigos.
- Oi. - Disse uma das crianças, quebrando seu raciocínio.
- Err... oi. – Disse, um pouco curiosa, tentando entender como a criança não a tinha reconhecido.
- Quer brincar?
- Não, princesas não brincam.
- Sério, menina, pára de bobeira e vem brincar!
E foi, ela sentira certa simpatia pelo menino, mesmo ele não a tendo reconhecido.
A menina foi ficando mais amigável e alegre e um certo dia seu pai percebeu sua mudaça e perguntou:
- E o colar, florzinha?
- Que colar? – Estava “ocupada” penteando uma boneca, “como assim? Nunca fez isso!”, pensou o pai.
- Aquele que perdera há uma semana!
- Não preciso mais daquilo, papai! – disse sorrindo (ele estranhou) – Eu tenho uma coisa que nenhum dinheiro no mundo me dá: A-M-I-G-O-S. Eu sou muito feliz.
O pai sorriu, não precisava fazer nem dizer mais nada, era tudo que queria, queria sua filha feliz desde a morte da mãe dela, não conseguia nada, nem ser feliz realmente, agora começava a chorar e sua filha lhe dera um abraço.
- A felicidade não está no dinheiro, papai, dinheiro não compra.
"

Historinha da postagem anterior de novo.

Escrito por B. H. Missthica* às 02:10:36 PM
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